quinta-feira, 28 de abril de 2011

Outro mundo - parte 2 "Tudo é gelo"

Eu estava na cama, deitada, esperando o amanhecer, eram três e meia da manhã quando eu acordei e não consegui dormir novamente, era perturbador tentar, apenas tentar, era como se minhas entranhas estivessem queimando, era algo que me enlouquecia.

Minha mente vagava em pensamentos bobos, em imagens tolas até que tudo se apagou, minha mente esvaziou eu se quer sabia meu nome até que meus olhos se fecharam e eu cai num abismo profundo e escuro, onde a única luz era a de onde eu caia e que por sinal sumia rapidamente, muito rapidamente, meu coração estava parando de bater, meus pulmões já não sugavam o ar, meu estomago já não roncava de fome, meus membros perdiam os movimentos, até que eu apaguei e nem conseguir descrever o que acontecia eu consegui.

Meus olhos receberam a luz que era forte com certa repulsa, todas as partes do meu corpo doíam, estavam rígidas, consegui me levantar vagarosamente, tudo meu doía, meus corpo desabou um pouco para dentro do chão e consegui enxergar, era neve, tudo que eu estava pisando era neve, ao olhar para o horizonte tudo era neve, absolutamente tudo, eu não enxergava mais nada além de neve, aquela linda e perfeita estrutura molecular, composta de gelo, de uma cor branca, ou transparente ao derreter, era simplesmente perfeito.

Consegui andar alguns passos e tudo que eu via era neve, absolutamente tudo, não havia um ser vivo, ou simplesmente algo como um abrigo, era tudo a grande quantidade de neve acumulada em apenas um lugar, mas foi ai que eu percebi que não sentia frio, foi ai que eu vi que eu vestia uma roupa, e segurava algo em minha mão, algo tão leve que não percebi.

Vestia um vestido longo e branco, com traços de ouro, uma capa de pele azul-piscina, botas de couro, luvas que me aqueciam, e eu segurava um bastão de madeira, nele havia uma pedra azul marinho incrustada, que brilhava, eu não sei como aquilo tudo havia parado em meu corpo, mas algo significava, e eu não podia deixar de lado, eu tinha que ir em frente.

Andei muitos metros, não sentia frio, mas o desespero começou a tomar conta de mim, foi quando eu vi que eu não estava no mundo real, eu estava tendo um ataque de catalepsia, e eu não estava tendo alucinações, eu estava em outro mundo, estava vivendo outra vida, aquilo queria dizer que era um sonho, que eu podia ser o que eu quisesse o que eu pretendesse, então eu sai do meu devaneio, pois vi uma pobre casa ao longe.

Corri em sua direção, precisava de ajuda.

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