quarta-feira, 20 de abril de 2011

Víbora - parte 3 "Atendo um deus"

Corri para o closet gigante que o quarto tinha e comecei a procurar, estava tão envolvida na procura que me esqueci o que eu tinha que fazer realmente, eu tinha que postar a nova parte do blog, mas sabe algo me dizia que o encontro seria mais importante, foi ai que me lembrei eu não havia marcado data ou nada parecido, mas eu sabia que se eu marcasse e não achasse o que eu procurava eu estaria morta.

O tecido preto estava no fundo da gaveta de lenços, quando o puxei o doce cheiro de erva doce subiu e entrou nas minhas narinas, aquilo era perfeito. Eu corri para o grande espelho do closet e comecei minha grande missão.

Enrolar as serpentes dentro do pano não foi fácil, mas eu acabei conseguindo, elas ficaram quietinhas, elas sabiam que era necessário ou eu me arriscaria a dor, aquela era a chance de minha vida e agora que eu não parecia ser uma medusa, era mais ainda.

Voltei para o notebook, e respondi a mensagem em privado, marquei o encontro em minha casa, às 5 horas da tarde daquele dia, dali a 2 horas, eu não achava muito cedo, se o tal empresário estava visitando meu blog essa hora ele não devia esta fazendo nada da sua vida, não seria muito tempo perdido, sorri comigo mesmo. Como eu era boba.

A tela do computador pisca depois de alguns minutos e a resposta para o encontro é sim, ele apenas pede o endereço e diz que pode chegar mais cedo, eu envio o endereço e afirmo que não há problema algum, sorriu e caiu na cama gargalhando de felicidade, sinto as serpentes se mexerem esforçadamente dentro do pano, mas eu amarrei com muita força, nada iria acontecer, nada.

Se passa uma hora, uma hora e quinze e quando se passa uma hora e meia a campainha toca, eu já estava pronta, com o pano, uma calça colada e uma blusa muito decotada, sandálias rasteiras e um sorriso na cara, pulei da cama e sai correndo para a porta, não demorei muito para chegar, mas antes parei em frente a um espelho e vi que o pano estava perfeito, nada aparentava que eu era uma criatura mística e extremamente perigosa, corri par a porta, parei com a mão na maçaneta, girei e quando abri jurava que um deus estava em minha frente.

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