sábado, 16 de abril de 2011

Beijo da Morte

Parte.1 "Apresentação"

Todos me dão muitas características, uns dizem que sou um homem, e fico vestido de preto, mas não uma roupa preta e sim um sobretudo meio velho que possui um capuz, essa é uma das piores, outros dizem que sou uma caveira com uma foice, errado, na verdade sou uma mulher, e pelo que me considero, uma linda, tenho cabelos negros que descem aos ombros, meus olhos de um negro sombrio e minha pele branca, meu corpo? Nessa parte deixarei você tomar suas decisões. Eu não queria ficar arranjando assunto para essa historia ser mais longa e sim bons argumentos de fatos interessantes da minha vida, vida será que é realmente isso que tenho? Não, morte isso não é o que tenho e sim o que sou, mas pode me chamar de Nally.
Aquela noite iria ser perfeita, eu tinha isso em mente, tudo estava programado, eu iria a uma boate e encontraria o cara com quem passaria a noite, eles não eram brinquedos acredite, eu gostava de ficar pensando em como era bom sair da rotina e curtir um pouco, e não só pensava como fazia, eu saia e esquecia um pouco minha função de coletora de almas. A noite virou minha amiga, eu sabia coisas que ninguém sabia e tinha qualquer homem aos meus pés, o meu segredo ninguém sabia, acho que qualquer um morreria se soubesse, além do nome e do que faço tenho certos poderes, com ceifar a alma de alguém com um beijo, claro o beijo é uma preferência minha, eu nunca faço isso deixo as coisas seguirem sua ordem natural, fora isso quando tenho que levar alguma alma para a luz eu posso me teles transportar para onde a alma está isso só ocorre devido às funções do oficio.
Eu estava pronta para ir à boate quando o relógio tocou dez horas da noite, eu estava pronta, tinha que achar a diversão da noite, eu realmente queria achar alguém com quem compartilhar amor, que fique bem claro eu tenho a função da “morte”, mas não sou morta, apenas uma mulher que pode ter uma segunda chance, mas isso não é assunto pra agora. Voltando para a festa, u já saia do apartamento quando o telefone tocou aquilo não era normal, corri para cima dele e o agarrei, quando levei aos ouvidos ninguém falou e o “bep bep” voltou, eu me enfureci mas logo passou, eu estava saindo e nada poderia me impedir.
Demorou poucos instantes para o táxi me deixar na boate, o transito de L.A não era tão pequeno num dia de sábado, quando cheguei me dirigi logo a entrada VIP, eu era uma massa de carbono influente na cidade, mesmo sem querer tinha me tornado uma pessoa importante, acho que a questão de eu estar em todas as festas importantes me fez ficar assim, você se pergunta e a captura de almas, aquilo era só ao dia. Entrei sem problemas na boate e lá dentro tudo fluiu, homens e mais homens vinham em cima de mim eu não queria nenhum, dançava livre, sozinha até que alguém me chama a atenção, ele estava de costas para mim sentado no bar, seus cabelos loiros lhe caiam até os ombros e parecia ser forte, me aproximei, ele não se virou até eu sentar-me ao seu lado, ele me olhou seus olhos esquadrinharam meu corpo e eu não proibi, logo ele pede ao garçom um drink e quando o pedido é posto no balcão ele o arrasta a minha frente.
- Para você...
- Nally. 

Parte.2 "A dança"

- Prazer meu nome é Nil - sua mão levantou-se em minha direção.
- Prazer acho que o meu você já sabe. - apertei sua mão e sorri.
- É – sorriu – com alguém aqui?
- Não, sozinha – baixei a cabeça para minha bebida. – sempre sozinha.
- Agora não mais. – sorriu e segurou minha mão, corei levemente, aquilo não acontecia com certa freqüência – quer dançar? – beijou as costas de minha mão.
- Sim, aceito – levantei da cadeira e me encaminhei em direção a pista de dança onde os casais e os solitários dançavam, a mão de Nil era quente e emanava força ao toque, eu estava me sentindo protegida e ao mesmo tempo excitada, aquela força devia ser prazerosa.

Dançávamos em um ritmo igual, nossos corpos balançavam ao som da musica em perfeita harmonia, nossos braços estavam livres, não nos tocávamos, fechei os olhos e senti a vibração, a musica entrava em meus ouvidos e mexia com os meus sentimentos, com os olhos fechados senti a mão de Nil pegar em minha cintura, seus dedos tornaram quente minha cintura, aquilo foi um toque que fez meu intimo desmaiar, senti meu corpo se arrepiar e a excitação veio novamente, aquele homem me deixa excitada? Aquilo era estranho, um pouco novo para mim, eu estava gostando da sensação. Você precisa saber uma coisa eu gosto de curtir mais nunca fiquei assim.

Ele me abraçou e a musica ainda influía nos nossos movimentos, seu corpo era quente e eu estava sentindo o seu coração bater em ritmo acelerado, aquilo me tocou, eu não podia resistir, ele me domava, me fazia sentir prazer apenas com o toque, eu precisava tê-lo para mim, ele precisava ser meu, aquilo me tomou como uma obsessão, eu o desejava.

Nossa dança ainda nos envolvia quando eu abri os olhos, ele estava coma a testa encostada na minha e com os olhos olhando nos meus, aconteceu tão rápido que não pude reagir, seus lábios tocaram o meu e um calor se espalhou por mim, ele me beijava e a única coisa que eu podia fazer era retribuir.

Parte.3 "Prazer"

Seus lábios tinham um gosto adocicado, eram gostosos, eu sentia vontade de morder-los, não queria largar, não queria parar, aquilo estava me deixando louca, me exitava de uma maneira enlouquecedora, eu estava em seus braços, ele queria a mim tanto quanto eu o desejava naquele beijo, ainda embalados pelo som, movíamos nossas línguas rapidamente, fazendo um ao outro enlouquecer, Nil enroscou seu braço direito em minha cintura e me puxou para perto do seu corpo, sua pegada me deixou louca, cenas proibidas voavam em minha mente, eu enrosquei a mão em seus cabelos e o puxei, nosso beijo durou muito tempo, embalados por diferentes musicas excitávamos um ao outro, naquele simples beijo, imaginei aquele homem na cama, o que ele não faria comigo?
Vi-me sorrindo, o que estava acontecendo, ele me fazia sentir-me uma pervertida, eu queria mais queria muito mais, não o permitiria parar, nem tão cedo, senti sua mão descendo para minha bunda e deixei, eu queria ver do que ele seria capaz... Para, tudo para, inclusive o beijo, eu me sinto enjoada e tenho vislumbres negros, vejo almas, vejo mortos, vejo... Chatice, eu teria que capturar alguma alma, mas não sabia qual, senti um puxam e vi que voltou tudo de novo, eu estava novamente envolvida no beijo, suas mãos apertavam minha bunda, eu sorri entre o prazer, parei o beijo e levei o Nil para uma das pequenas salas reservadas que existiam na boate, eu o joguei no sofá que ficava encostado na parede do cubículo e fechei a porta, abri meu casaco e o joguei no chão, passei as mãos pelo peito do Nil coberto pela blusa, senti seus músculos em cada toque, aquilo me exitou, sento em seu colo vagarosamente e continuo o beijo, ele leva suas mãos as minhas costas e vai vagarosamente até as alças do sutiã, deixo ele fazer isso, eu também quero, ele tira vagarosamente, fazendo com que o sutiã caia e meus seios fiquem a amostra, ele os olha e os beija levemente, sinto o prazer se espalhar em cada membro de meu corpo, enrosco meus dedos em seus cabelos e afogo seu rosto em meus seios, eu não queria que ele parasse, ele me fazia delirar, cada toque, ele sabia como me provocar, foi ai que tudo para novamente, e um rosto aparece em minha mente, é o Nil, ele sangrando e sua alma sendo levada, sendo ceifada... Por mim.

Parte.4 "Apreensão"

Ceifar sua alma era o pior que podia acontecer, eu não sei o que tinha acontecido comigo mais eu tive uma pequena visão do futuro, meu medo era perder aquilo que eu tinha me apaixonado, não precisou de muito, foi quase instantâneo, eu já estava apaixonada por Nil, mas aquilo, aquela visão, aquela morte me deixou estranha, eu iria fazer de tudo para não deixar que o Nil morra, eu o quero para a eternidade ao meu lado.
Eu parei o beijo, o afastei e sentei ao seu lado, ele me olhou com olhos tristes e confusos, ponho o meu casaco novamente, olho em seus olhos e levo minha mão ao seu rosto.
- Eu não quero fazer isso aqui, poderíamos ir para um lugar mais reservado? – aliso seu rosto.
- Claro, se você quer mais privacidade, tudo bem. – ele me olha nos olhos e sorri, aquele sorriso me lembra um lugar de paz, um lugar que eu nunca poderei chegar.
- Eu sei um lugar perfeito! – lhe dou um leve beijo, e o puxo pela mão para a saída da boate.
Quando chegamos num estacionamento me lembro que cheguei aqui de taxi, então vejo um lindo carro preto entre muitos, vou a sua direção e com um toque na fechadura ele se abre, se a morte realmente serve pra alguma coisa. Quando entramos no carro não resisto e pulo em cima dele com uma leoa pula em sua caça, o beijo, eu precisava daquele homem perto de mim, eu precisava de seus beijos e todo seu desejo, eu me sentia realizada, mas o lugar que eu queria que fosse reservado realmente não era num mustang preto, roubado, era meu apartamento.
Mordo levemente seus lábios e volto ao volante, penso na premonição e me arrepio
- Esta tudo bem? – ele pergunta.
- Sim, sim, vamos sair daqui. – sorriu e lhe dou um beijo.
Ligo o carro com meus poderes e saio do estacionamento da boate, vamos seguir o percurso em direção ao meu apartamento, muito atenta ao caminho não sinto a mão do Nil tocar minha coxa, ele sobe as mãos e termina dentro na calça, já tendo a desabotoado, ele põe a mão dentro da minha calcinha, sinto uma excitação instantânea e dou um leve gemido mordo meus lábios, retiro uma mão do volante e puxo sua mão dali, olho nos seus olhos e sorriu.
- Espere um pouco seu apressadinho! – mordo o lábio inferior.
Não me distraio, sigo o caminho, me lembro da premonição e o medo se abate novamente em mim, eu não posso perdê-lo, eu preciso dele, eu já tenho medo de perdê-lo, isso significa que eu já o amo?

Parte.5 "Juntos"

Não podia ser eu já o amava? Isso era impossível, eu agora me sentia ligada a ele de alguma forma, e nossa noite nos ligaria mais ainda, trocaríamos essências da alma um com o outro, aquilo era um ato bonito, mas perigoso, podiam pegar-lo achando que ele é eu, pois nós criaturas divinas ou infernais, conseguimos sentir a essência de outras criaturas, e a da morte estaria nele.
Chegamos a meu apartamento, descemos do carro e nos encaminhamos ao elevador, dou um leve clique chamando o elevador, quando as portas de abrem eu e Nil entramos de mão dadas, era tarde então não havia ninguém nos corredores ou nos elevadores, Nil me olhou com um olhar excitante, me chamando para perto, eu me aproximo e nos beijamos, um beijo quente, um beijo apaixonado, ele me puxa para junto de seu corpo, encostando nossos peitos, seu braço ao redor de minha cintura me excita, nossas línguas se enroscam e fico louca, penso naquilo tudo sendo meu, eu perco a noção.
A porta do elevador de abre, saímos em direção a porta de meu apartamento, correndo, não queremos perder um segundo, podendo aproveitar de varias formas, abro a porta rapidamente, e entramos, bato a porta atrás de mim, e me jogo nos braços do Nil, vamos nos beijando até o quarto, quando chegamos lá empurro-o na cama e tiro meu casaco, retiro lentamente a blusa, ficando apenas com o sutiã e a calça, aliso meu corpo, levo minhas mãos até o botão de minha calça e o solto, tiro a calça suavemente junto dela vai a calcinha, ele me olha, vejo o volume em sua calça aparecer, tiro o sutiã e o jogo, ando suavemente até Nil e o beijo, suas mãos acariciam meus seios, eu dou uma leve gemida entre o beijo, desço minha mão até suas calças e as desabotôo, quando ponho a mão dentro de sua cueca, começamos a diversão.

Parte.6 "Até mais"

Ao despertar do pesado sono, em que entrei depois da divertida noite com o Nil, já era dia, o sol entrava pelas brechas da cortina, o quarto estava em perfeita arrumação, menos a cama, claro, eu me virei para cima quando escutei um barulho na sala, cobri meu corpo nu com o lençol e fui furtivamente saindo da cama, toquei o chão gelado devido ao ar condicionado, estava realmente frio, andei para a porta, parei em frente a maçaneta, minhas mãos tremiam, com apenas uma mão vaga seria burrice prosseguir, dei um pequeno nó no lençol, o fazendo fica em meu corpo sem cair ou eu precisar segurar, destravei a porta e a abri, olhei para o corredor e ninguém estava lá, fui percorrendo o apartamento com passos leves, até que entro na cozinha.
Nil olha para mim sorrindo, ele se aproxima segurando o leite, apenas com o peito nu, pois sua blusa estava numa cadeira próxima.
- Bom dia! – ele me abraça – desculpa se eu te acordei não era minha intenção.
- Não, você não me acordou – dou um leve sorriso.
- Ainda bem, desculpa mais eu tenho que sair me chamaram na empresa, não posso deixar de ir, eu te ligo quando sair de lá, tudo bem pra você? – ele pergunta com aquele sorriso que já me deixa derretida.
- Sim, tudo bem, mas ainda não está perdoado por quase me deixar sozinha – dou um beijo eu sua boca.
- Mais tarde eu peço as devidas desculpa – ele retribui o meu beijo, e sai, pega sua camisa, a veste pelo caminho até a porta – Tchau Nally, eu te ligo.
- Tchau.
Quando Nil saiu tudo ficou triste, tudo ficou frio, agora eu percebo o quanto eu preciso de sua presença, aquele homem realmente me conquistou, eu estava apaixonada, ou até mesmo amando.
Meus pensamentos somem quando eu escuto um barulho e um chamado, era uma voz firme e grossa, era uma voz de homem, e pelo que eu entendi chamava meu nome.

Parte.7 "Aviso"

Quando me retirei da cozinha vi aquele grande homem sentado no sofá do apartamento, seu grande sorriso me incomodava, seu cabelo curto e negro espetado, olhos negros e pequenos barba negra e rala, ele era bonito se não me passasse a sensação de náuseas.
- Ah finalmente eu te encontrei! – ele diz sorrindo.
- Quem é você? – pergunto assustada.
- Não reconhece quem te fez ser o que é hoje? – ele finge uma cara de espanto.
- Não, eu realmente não conheço – começo a ser grossa.
- Ah que pena! – ele faz um biquinho tosco – Você não reconhece a MORTE!
Aquilo me assustou, realmente me assustou, eu tinha certeza de que eu era a morte, eu que ceifava a alma das pessoas e as encaminhava até os devidos lugares, mas agora um balde de água fria caia em cima de mim, saber que tudo que eu acreditava não era real me destruiu, me tirou o chão.
- Ma... Ma... Mas eu que ceifo as almas dos condenados, e ajudo as almas a ir para seus devidos destinos. – falo espantada.
- Você faz isso, sim, você pode ser considerada a morte, ou apenas uma das almas que trabalha para ela.
- Como assim? – me sento ainda espantada, olho em seus olhos, suplico uma explicação.
- Vou lhe explicar, eu sou a morte, eu comando todo esse lêlêlê de quem morre quem fica, mas eu não tenho condições para sair por ai capturando as almas, assim eu fiz uma coisa inteligente, peguei as almas que realmente me interessam e as transformei em meus capturadores, vamos dizer assim, e cada um tem seus devidos poderes e aparências, eu só vim aqui para te dar um aviso, não fuja do seu foco, apenas siga a sua nova sina, siga o seu ser, nunca fuja da morte, seja ela.
- Eu não poderia fugir – falo com o olhar caído.
- Você tentaria, e não tente, seria perigoso – ele se levanta – Adeus e cuidado.
O homem evaporou, e o que restou dele foi uma fina nevoa negra, algo dentro de mim sabia que aquilo era verdade e sabia que o fugir tinha o nome, e o nome era: Nil.

Parte.8 "Medo"

Minhas mãos estavam geladas de medo, eu não queria que tudo acabasse com o Nil, eu queria viver aquilo intensamente, eu precisava dele junto a mim, eu já o amava, ele seria meu homem, seria meu amor. O aviso que o homem me deu foi assustador, mas eu sabia que aquilo era real, que minha conclusão era correta, eu tinha certeza absoluta que o erro seria o Nil, que eu não poderia viver aquele amor, mas eu iria viver, eu sentia medo de perdê-lo medo de tudo que podemos viver não existir... Lagrimas escorreram pelas minhas bochechas, eu estava chorando por um homem, pelo homem da minha vida.
Corri para o quarto e me troquei, pus um casaco e dormi.
Horas se passaram e quando eu acordei o celular estava piscando e uma mensagem havia chegado, era o Nil: “Nally não vai dar para eu ir hoje, preso no trabalho, desculpa, beijos”; eu me conformei com aquilo rapidamente, mas um medo se abateu sobre mim, o medo de longe de mim o Nil fosse morto. Eu estava chorando novamente, eu não queria que aquilo acontecesse, nem por minhas mãos, nem pelas mãos de ninguém, eu o queria para mim, e faria de tudo para tê-lo apenas para mim, apenas meu, ele seria meu, para sempre, nem que fosse como uma alma... NÃO, o que eu estava pensando, ele ficaria vivo, e ficaríamos juntos, sempre.
Olhei para a janela e a noite já tomava conta, pensamentos mórbidos vieram a minha cabeça, e eu precisava sair, eu precisava correr.
Corri para fora do prédio e andava com passos rápidos quando uma forte chuva começou a cair, e o medo tomou conta de mim, eu estava com medo de continuar, eu pensava em morrer.

Parte.9 "Tentativa"

A chuva batia em mim como fortes chicotadas, era quase uma tempestade, no momento em que se olhava para o chão via a força do vento, estava com fortes rajadas e fazia tudo se arrastar, eu andava pela beira mar, em direção as barreiras de pedra, a chuva, onde eu estava, aumentava a casa segundo, suas gotas batiam mais forte em meu corpo, lagrimas brotavam dos meus olhos sem eu entender, eu pensava no Nil, pensava no que eu estava fazendo, eu poderia matá-lo, eu acabaria com sua vida.
O único jeito que eu teria de fazer tudo acabar era acabando com a minha própria vida, resumindo-a ao que sempre foi... Nada. Faltavam alguns metros para os rochedos, alguns metros para meu destino, para o meu ser, a morte.
Subi os rochedos com certa dificuldade, à superfície era áspera e furava minha pele, eu não me importava, daqui a algum tempo aquele corpo já não serviria de nada, apenas a minha alma condenada vagaria pelo mundo, se é que eu tenho alma. Subi o máximo que pude nos rochedos, precisava ficar o mais alto possível para pular no mar, ainda havia rochedos pontudos abaixo, aquele seria meu fim, apenas um pulo e tudo se resolveria, tanto para mim como para o Nil, tudo era para salva-lo.
Quando piso na ponta do rochedo escuto um forte freio, não olho para trás, mas sinto alguém se aproximar, e com apenas algumas palavras eu sei quem é.
- Nally, o que você está fazendo ai em cima? – era Nil, sua voz me reconfortava, e me fazia pensar no que faria. – Você ia se jogar?
- Não, eu estava apenas vendo... Vendo a paisagem. – me virei em sua direção e forcei um sorriso.
- Venha cá, a chuva esta muito forte, te levo em casa. – ele me ajudou a descer dos rochedos e quando fiquei ao seu lado me abraçou e fomos em direção ao seu carro, juntos, como deveríamos ficar. 

Parte.10 "Abraços"

Quando entramos no carro Nil me acomodou em seus braços, ele me passava paz, eu tinha medo de perder aquilo, e eu ser a culpada, ele me deu um leve beijo na cabeça, sorri, ele alisou meus ombros e eu o olhei nos olhos, lhe beijei, segurava seu rosto nas mãos, ele me puxava para mais perto e alisava minhas pernas, aqueles toques me levavam a loucura, nossas línguas se enroscavam em perfeita sincronia, aquilo em passava paz, eu o amava e não queria ceifar sua alma, de modo algum.
Ele dirigiu até meu apartamento, desceu do carro e me deixou no elevador, me deu um beijo suave em meus lábios, eu não iria me satisfazer com um simples beijo, eu queria mais e mais, eu o puxei para junto e comecei a lhe beijar, não paramos até chegar em minha cama, tirávamos nossas roupas, eu sabia que aquele homem era meu destino, era minha vida, era meu amor.
Quando acordei Nil estavam me abraçando, eu sorri, demonstrando minha felicidade, até que minha vista escureceu e eu desmaiei aos braços do adormecido Nil. Quando abri meus olhos eu estava nua em uma caverna que em alguns instantes se transformou numa grande sala negra, que ao fundo se materializava uma grande cadeira com estofado negro, um homem surgiu da fumaça, e eu sabia quem era, era a morte.

Parte.11 "Gritos"

- Agora sei porque o homem se apaixonou por você. – a morte sorriu olhando para meu corpo nu.
- Pare! – gritei, tentando tapar minhas partes intimas, algo extremamente difícil.
- Apenas pensar que eu te fiz assim, isso é um prazer. – ele gargalhou – Mas não te trouxe aqui para isso, mas sim para dizer que suas tentativas de morte sempre serão impedidas, você nunca saberá o que fazer, você terá que ceifar a alma do humano.
- Eu já disse que por mais que você tente você não ira conseguir, eu não o matarei, apenas o protegerei de tudo, e você pode tentar, eu vou te matar! – gritei desesperada, já esquecendo que cobria meu corpo.
- Como o amor é lindo, mas acho que matar a própria morte seria difícil não? – ele gargalhou.
- Foda-se! – gritei – Eu arranjarei um jeito e descansarei apenas quando você estiver morto, morto! – apontei o dedo para seu rosto e o balancei em frente aos seus olhos, sua cara de deboche não mudou.
- Eu esperarei sentado, bem aqui, quando você conseguir me avise. – ele debochou – Eu espero que você o ceife, não quero problemas de maiores dimensões, e me escute quando digo que para você tudo é um perigo, eu quero apenas lhe ajudar.
- Eu não preciso de sua ajuda! – berrei.
- Acredite você precisa! – ele estalou os dedos e eu voltei ao quarto, eu estava novamente nos braços de Nil, e o tempo parecia não ter passado.

Continua...

Um comentário:

  1. mto boa essa história! prende msm a pessoa; tô louca pra saber o q vai acontecer dps...

    ResponderExcluir