domingo, 17 de abril de 2011

A Criatura

1º "Apenas o Começo"

Uma das freiras andava a passos rápidos pelo jardim, segurava apertado sobre o peito um terço, e sua boca se mexia rapidamente, era noite, e apenas a luz da lua e dos postes iluminavam algumas partes do grande convento, a freira estava desesperada, já haviam dado o toque de recolher, e essa hora era para estar no seu quarto orando, mas por acaso cochilou em um dos bancos do jardim, aquele convento não era seguro a noite, as freiras sabiam disso, haviam ocorrido alguns sumiços quando o toque de recolher não fora imposto, mas agora não havia sumiço algum a anos, mas ninguém sabia quando ia acontecer de novo, apenas aquela freira, que agora corria desesperada pelo jardim, desviando de pedras e de plantas, indo em direção a porta do dormitório, ela largou o terço e segurou a saia, a puxando para cima, dando um melhor desempenho na corrida.
Um uivo foi escutado pela freira desesperada, agora seus pensamentos já haviam deixado a sua cabeça, ela corria desesperada pelo jardim, mais um uivo foi escutado e agora a freira chorava, as lagrimas não escorregavam por sua bochecha, mas sim ia para trás, devido à corrida, ela chegou à porta do dormitório, mas estava trancada, suas mãos pegaram a maçaneta e tentaram abrir, mas foi inútil, estava trancada, e nada poderia mudar aquilo, ela correu para a grande capela, ali ela poderia achar um refugio. Quando começou a correr a freira caiu, seus joelhos ralados e doloridos não conseguem levantar, ela vê uma sombra monstruosa se aproximar, novamente um uivo, mas agora mais perto, deu um grito e o que se escondia saiu, seus olhos se encheram de terror, e a única coisa que conseguiu falar foi:
NÃO! – e a criatura lhe atacou, transformando o lindo jardim do convento numa cena de um crime extremamente horrível.

2º "Chamado jornalístico"

Jeannie Stromgraudy andava preocupada em direção a sala de seu chefe, segundo seus companheiros de trabalho, ela seria chamada para uma reportagem, mas ela sabia que não era uma reportagem comum, quando acontecia algo estranho ou sobrenatural ela era chamada, apenas pelo fato de não ter medo, de não sofrer com o estranho, ela apenas ia e fazia seu trabalho, ela queria descobrir tudo do sobrenatural ao não sobrenatural, ela queria resolver seus casos, ela seria reconhecida, ela seria a famosa Jeannie Stromgraudy a repórter sobrenatural, um sorriso transpassou seu rosto, aquele pensamento chegava a ser infantil.
Entrou na sala de seu chefe alguns minutos depois, ele a olhou e esboçou uma tentativa de sorriso, mas foi frustrante, ela sorriu simpaticamente e se acomodou na cadeira.
- Bom dia, Jeannie – ele acenou com a cabeça.
- Bom dia, Sr.Quarter - Jan sorriu.
- Como a Senhorita deve estar por dentro, houve um assassinato, no convento St. Ana, e a organização do jornal decidiu enviar você, a repórter investigativa para descobrir o assassino e tornar isso publico, precisamos que você dê o máximo de si, e nos ajude. – ele sorriu
- Eu aceito, eu vou dar o máximo de mim, voltarei a esse jornal com as respostas. – sorriu Jan decidida.
- Espero, Senhorita Jeannie, espero. – ele acenou com a cabeça – Agora peço que você vá arrumar suas coisas para se dirigir ao convento, o mais rápido possível, seja rápida, precisamos de um artigo a cada semana, nem que seja retratando outra morte.
- Sim senhor, eu trarei, agora com licença preciso ir me arrumar. – Jan apertou a mão do chefe e saiu da sala apressada, não sabia ela que aquela reportagem mudaria sua vida de cabeça para baixo, em todos os sentidos.

CONTINUA...

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